Veto à Sputnik frusta plano da Prefeitura de receber a vacina em maio

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A decisão tomada pela Anvisa, de não permitir a importação e o uso da vacina russa Sputnik V no Brasil, vem causando um grande transtorno, podendo criar uma lacuna ainda maior no Plano de Imunização no País, pois o consórcio nacional de municípios, incluindo o de Maringá, esperava para maio a chegada desta vacina contra a Covid-19. O consórcio havia celebrado a compra da Sputinik V, mas agora, diante da decisão da Anvisa, deverá ter que aguardar a remessa de outros imunizantes pelo Ministério da Saúde. A compra pelo Consórcio era uma maneira de acelerar a aquisição de vacinas, uma vez que as doses enviadas pelo governo federal estão chegando aos municípios num ritmo lento, obrigando as prefeituras a interromper a aplicação da 1ª dose em diversas ocasiões. A Agência brasileira aponta falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação. O pedido de uso emergencial da Sputnik V foi protocolado pela União Química, responsável pela vacina no Brasil, no dia 25 de março. Como escreveu Bruno Garattoni, editor da revista Super Interessante, a decisão da Anvisa é inédita no mundo e os russos dizem que ela foi de caráter político e, por isso, estão pedindo ação do STF para liberar o imunizante, aprovado em 62 países. A Sputnik V foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, e é uma vacina de vetor viral – mesma tecnologia usada na vacina da Universidade de Oxford e na da Johnson & Johnson.


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