Vereadores querem obrigar Comad a prestar contas como revide a ofício

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O clima esquentou hoje na sessão da Câmara de Maringá devido a um ofício enviado à Casa pelo Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) em resposta a um projeto do vereador Delegado Luiz Alves (Republicanos) para incluir um representante do legislativo neste foro. Assinado pelo presidente Rubens Marcon, o documento pede que o projeto não seja aprovado. Para inserir a representação da Câmara, segundo o Conselho, seria preciso mudar a legislação sobre o Comad, além de lembrar que  no passado a Casa teve representante sem participação ativa nas reuniões da entidade. O Conselho diz ainda que os vereadores são muito atarefados e não é função deles participar do Comad. A reação dos vereadores foi dura e um deles, Sidinei Telles (Cidadania), disse que vai pedir ao Conselho que preste contas mensalmente para a Câmara Municipal, encaminhando relatório das atividades, por utilizar recursos públicos. Como presidente da Comissão de Constituição de Justiça do Legislativo, Telles se colocou à disposição para aprovar qualquer alteração necessária sobre o Comad, inclusive, se for o caso, submetendo o trabalho da presidência da entidade à análise da Câmara. Outros vereadores defenderam a ideia. Luiz Alves entendeu o documento como um acinte e criticou as palavras utilizadas no texto. Alex Chaves (MDB) foi na mesma linha. A vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) considera ter havido algum equívoco na forma como o ofício foi redigido, mas frisou que gostaria, a despeito das críticas feitas, de reforçar a importância dos conselhos. Mário Verri (PT) diz ter certeza que foi ironia na menção aos vereadores como atarefados. Paulo Biazon (PSL) criticou o que entende ser uma tentativa de usar politicamente o Comad. Onivaldo Barris (PSL) avaliou a manifestação como desrespeitosa.


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