Vereadores mudam de lado e rejeitam criação do Conselho LGBTI

Compartilhe;

Fotos: Phill Natal

Seis vereadores mudaram de lado e o projeto que criava o Conselho de Direitos LGBTI+ em Maringá foi rejeitado nesta quinta-feira por 9 votos a 4, em segunda discussão. A matéria havia sido aprovada em primeira discussao, em 17 de agosto.

Altamir dos Santos (Podemos), Belino Bravin (PSD), Delegado Luiz Alves (Republicanos), Maninho (PDT), Onivaldo Barris (PSL) e Paulo Biazon (PSL) tinham votado favoráveis e hoje foram contrários. Alex Chaves, líder do prefeito Ulisses Maia (PSD), ausente na primeira discussão, também votou contra.

Votaram pela criação do colegiado Professora Ana Lúcia (PDT), Flávio Mantovani (Rede), Manoel Sobrinho (PL) e Mário Verri (PT). Mário Hossokawa (PP), presidente da Câmara Municipal, não votou. Como presidente, ele só vota em caso de empate.

Se havia alguma possibilidade de o projeto ser aprovado ela foi sepultada quando, diante das galerias tomadas por apoiadores e contrários ao Conselho, Paulo Biazon pediu a retirada e arquivamento das 20 emendas apresentadas por ele com outros colegas. Única a votar contra o arquivamento, a vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) lamentou a decisão porque, segundo ela, algumas das emendas tinham sido elaboradas acatando sugestões de alguns pastores evangélicos que questionavam pontos sobre o projeto.

Ela rebateu informações equivocadas sobre a matéria e insistiu que o único Conselho Municipal que requer orçamento do município, da ordem de 2%, é o de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). Conforme a vereadora, como o projeto que criava o Conselho LGBTI+ atendia aos requisitos legais e não exigia despesas dos cofres públicos, restava apenas a discriminação e preconceito como motivos para explicar a campanha contra a criação do colegiado. Encerrada a votação, os apoiadores do Conselho gritaram “Vergonha”, Vergonha! Vergonha!”.

A sessão teve que ser suspensa por alguns minutos, retomada em seguida. Como antecipou ontem o blog, o clima nos bastidores envolvia muita pressão contrária à aprovação da matéria. Setores conservadores da cidade, ligados às igrejas, especialmente as evangélicas, se empenharam muito nas redes sociais para convencer os seguidores do quão seria ruim a eventual criação do Conselho.


Compartilhe;