Vereador relata suposto caso de fragilidade na merenda

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Foto: Diretoria de Imprensa da PMM

O vereador Sidinei Telles (Avante) disse ter sido procurado por mães se queixando que seus filhos estão chegando de dois centros municipais de educação infantil reclamando de fome. Ele se emocionou a relatar o caso na sessão ordinária de hoje na Câmara de Maringá. O vereador apresentou em plenário o cardápio requisitado à gerência da merenda municipal. O menu informa disponibilizar aos estudantes 150 calorias no café da manhã em um dia e 60 em outro. “Uma fatia de mamão. Tá aqui ó! Cardápio oficial, tá assinado”, citou Telles, exibindo o cardápio. “E, depois, [vem] a comida às onze e meia. A criança chega [na escola], ganha uma fruta, às vezes uma fatia de mamão, corre que nem doido, que criança de quatro ou cinco anos você sabe como funciona, nem fica pensando em comer, e depois vai ter uma alimentação que eu não consigo entender”.

Ele se mostrou indignado ao dizer que ligou para a escola e ouviu de um funcionário que o município não tem obrigação com a alimentação dos estudantes. O vereador não mencionou o nome dos CMEIs, mas afirmou que iria oficiar o fato à Comissão Extraordinária de Educação da Casa para que seja cobrada explicação a fim de saber se esta ocorrência é pontual ou não. A Comissão é composta pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT), presidente, e pelos vereadores Mário Verri (PT), vice-presidente, e Onivaldo Barris (PSL), membro. Líder do Executivo na Câmara, Alex Chaves (MDB) admitiu que a denúncia é grave, precisa ser investigada e, se detectada a veracidade, providências precisam ser tomadas. Ele prometeu que iria informar imediatamente o prefeito Ulisses Maia (PSD).

A fala de Telles se deu no contexto do retorno às aulas presenciais nas redes públicas estadual e municipal de ensino. Segundo ele, um caso emblemático é o do Instituto de Educação Estadual. O colégio estaria sem a quantidade ideal de funcionários para dar suporte às medidas de higiene e limpeza, mão de obra em boa parte tercerizada pelo Estado. No início da semana, a situação da falta de estrutura levou os professores a suspender as atividades.

Em nota, a Gerência de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação de Maringá (Seduc) informa que está à disposição da Câmara Municipal para esclarecer possíveis dúvidas relacionadas ao cardápio oferecido aos alunos da Rede Pública Municipal de Ensino. Sobre a merenda servida diariamente nas escolas, esclarece que ela é baseada na legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do governo federal. “O Município, inclusive, oferta mais do que consta na legislação. A mesma reza que para alunos com mais de 3 anos em período parcial de estudos a exigência é de apenas uma refeição. Maringá serve duas: café da manhã e almoço. O café da manhã é extra”, diz o comunicado.

Conforme a nota, alteração na lei ocorrida em 2020 passou a restringir a oferta de pão, bolos, bolachas, entre outros alimentos que os alunos de Maringá estavam acostumados a receber no café da manhã. Por outro lado, aumentou a entrega de frutas no café da manhã. Mesmo com a oferta de uma refeição a mais, a Prefeitura está monitorando a situação e analisa se os alunos sentem fome entre o café da manhã e o almoço. E lembra que não houve alterações na oferta de alimentos do almoço. A gerência esclarece que há situação pontual de alunos especiais que precisam de alimentação diferenciada, o que é oferecida pela Prefeitura. Existem alunos com seletividade alimentar, também monitorados. Conforme a nota, “as nutricionistas de Maringá são extremamente profissionais e estão atentas para ouvir necessidades, orientar e até alterar o cardápio em caso necessário”. Segundo o setor, todas as escolas estão orientadas a encaminhar sugestões para a Gerência.


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