Vem aí mais uma homenagem à Magó, desta vez uma intervenção

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Foto: Daísa Poltronieri

Para celebrar o dia internacional dos direitos da mulher, na próxima quinta-feira (26), às 17 horas, a praça Todos os Santos, no cruzamento das avenidas JK e Cerro Azul (Zona 2), em Maringá, receberá a intervenção “Magó, o feminino é sagrado”. É um trabalho feito por muitas mãos, mais de 100 pessoas, motivado pela indignação em relação à violência contra as mulheres, incluindo a própria Magó, Daiane Girá Kaingang e todas as mulheres vítimas de feminicídio. A intervenção foi idealizada pela artista e professora Sheilla de Souza e por Tadeu Kaingang (coletivo Kókir) em parceria com artistas convidados. A iniciativa faz parte do projeto premiado no edital Aniceto Matti de 2019 “A terra nos cura: ga vã eg hán ti”, voltado à valorização do sagrado feminino ancestral. As palavras Kaingang ga vã eg hán ti significam: a terra nos cura. Esse trabalho é dedicado à Darcy de Souza, cofundadora do Movimento “Vez e Voz da Mulher” e fundadora da Associação Indigenista (Assindi), de Maringá. Magó é como ficou conhecida a bailaria Maria Glória Poltronieri Borges, morta aos 25 anos, em janeiro de 2020, após ser violentada sexualmente por Flávio Campana. Ele está preso. No dia 20 de abril deste ano, o Teatro Reviver, na mesma praça onde vai ocorrer o evento, foi rebatizado Teatro Reviver Magó.  O local era usado por Magó para os ensaios e onde ela apresentou seus últimos espetáculos. Também neste ano, a praça ganhou um memorial em homenagem a Magó, chamado “As madeixas de Magó”, obra feita pelo artista plástico Paolo Ridolfi. A morte de Magó gerou comoção e repercussão nacional. Ela virou símbolo da luta contra o feminicídio.


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