Vai ter protesto local contra os cortes para a pesquisa

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Sindicatos e entidades de classe de Maringá estão se mobilizando para um protesto na terça-feira (26), na frente da Reitoria da UEM, contra o corte de R$ 600 milhões no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Aprovada pelo Congresso Nacional, a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, a medida foi sancionada no dia 15 de outubro pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O corte de 92%, para remanejar os recursos a outros ministérios, é tão grave que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) avisa que se até 1º de novembro os valores não forem restituídos não há certeza de que o edital, já lançado, para concessão de bolsas de pesquisa a 30 mil pesquisadoras, possa ser concretizado.

Para a organização do protesto, não há dúvida de que a redução em curso no Congresso têm impacto direto na vida de milhares de estudantes. As bolsas, sem reajuste há mais de 8 anos, agora estão atrasadas, piorando ainda mais a situação. Sem bolsas, os estudantes não têm como se dedicar à pesquisa. As entidades maringaenses também irão debater a situação caótica das universidades estaduais paranaenses diante do corte orçamentário de 75% nas verbas de custeio feito pelo governador Ratinho Junior (PSD), além do não pagamento da reposição salarial dos servidores e da data-base da categoria.

Com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Sinteemar), Sindicato dos Docentes (Sesduem), Aduem e da Afuem (representantes dos professores e dos agentes universitários, respectivamente), o ato tem o envolvimento da Associação de Pós-Graduandos da UEM e UEM Unidade Popular.

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