Tarifa justa seria de R$ 3,00 a R$ 4,00, diz ativista pelo fim do pedágio

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O ex-comerciante Arlindo Rodrigues (foto), 70 anos, de Apucarana, líder do movimento pelo fim do pedágio no Paraná, que está passando por Maringá para mais um de seus protestos solitários, calcula que seria justo o usuário pagar de R$ 3,00 a R$ 4,00 em média pela tarifa nas praças no Paraná. O ex-comerciante considera um absurdo alguém se deslocar 20 quilômetros de Assaí para Jataizinho ou vice-versa e pagar R$ 26,40 de tarifa, por exemplo. Rodrigues prometeu fazer ao menos três protestos hoje em pontos distintos de rodovias em Maringá. Em todas eles, o ex-comerciante vai segurar faixa com dizeres contra as 15 praças de pedágio e as novas concessões por mais 30 anos. Ele denuncia que ao menos 80 mil funcionários das concessionárias perderão os empregos com a automatização no setor. Rodrigues se refere a mais uma rota aberta em maio nesta direção quando o Senado Federal aprovou a implantação do sistema de livre passagem na cobrança de pedágios em rodovias e também em vias urbanas. Criador de uma associação que reunia comerciantes às margens da rodovia em Califórnia, onde tinha uma pastelaria, diz que 80% das rodovias estão “arrumadas” no Estado, o que não justifica o governo querer transferir a gestão destas estradas para a iniciativa privada. Lembrou que a maioria de sua clientela na cidade de Califórnia, a caminho de Curitiba, era de camimhoneiros. Muitos deixavam de comer na pastelaria para pagar o pedágio. Rodrigues luta há mais de 20 anos para acabar o pedágio. Ele pediu à Câmara Municipal apoio nesta luta. As concessionárias já receberam quase R$ 10 bilhões entre 1998 e 2020 por obras que não foram feitas.


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