SUS completa 33 anos de criação

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O Sistema Único de Saúde (SUS) completou 33 anos de existência ontem, 19 de setembro. Ele é considerado o maior serviço de saúde pública do mundo. Por meio dele, a população é atendida em todos os níveis de atenção, com procedimentos dos mais elementares até o que há de mais moderno e avançado em termos de tecnologia. Ainda há muito o que se fazer, mas o fato é que o SUS deve ser defendido por todos os brasileiros e entendido como um guardião da saúde, como ficou evidente na pandemia da Covid-19.

O Sistema Único de Saúde garante acesso integral, universal e gratuito, alguns de seus princípios. A integralidade diz respeito ao atendimento das necessidades de saúde de forma integral. A universalidade envolve o direito a todo cidadão aos serviços públicos de saúde. Também há o princípio da equidade (a cada um de acordo com as suas necessidades) e o da participação social (controle social da população). O SUS não é apenas assistência médico-hospitalar. Também desenvolve ações importantes nas cidades, no interior, nas fronteiras, portos e aeroportos.

Está presente na vacinação no posto de saúde; na produção das vacinas; na visita do agente comunitário; na vigilância sanitária quando ela fiscaliza o açougue, o supermercado e o restaurante; na academia ao ar livre da pracinha; na ambulância do Samu que atende o acidente; na consulta com o médico generalista ou com o especialista; nos exames; na cirurgia de transplante; e na oferta de medicamentos, inclusive a de alto custo; na hemodiálise; nos cuidados de reabilitação. Ou seja, o Sistema faz parte da vida cotidiana de cada brasileiro. Resiste, apesar dos problemas de subfinanciamento, gestões desqualificadas e ausência de incentivos aos trabalhadores.

Como bem se recordam os defensores do SUS, nestes tempos sombrios ele representa um fundamental instrumento de enfrentamento à epidemia do coronavírus, no atendimento às vítimas, na testagem, nas investigações e testes para a descoberta e a produção da vacina. Há um claro movimento do governo para desmontar o SUS, seja no desfinanciamento, desautorizando a ciência, desqualificando o trabalho de milhões de profissionais ou adotando ações de desregulamentação.


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