Proposta de Ratinho Junior para orçamento 2022 revolta funcionalismo

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Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Para a APP Sindicato, a proposta do governador Ratinho Junior (PSD) para o orçamento de 2022, aprovada em 1º turno nesta terça à noite pelos deputados estaduais, é uma afronta ao funcionalismo público paranaense. No projeto, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem, não existe previsão de recursos para pagamento da data-base dos servidores (reajuste pela inflação dos salários) e, além disso, há decisão do governo em manter a suspensão das promoções e progressões para 2022.

O projeto propõe um aumento das isenções fiscais de R$ 12 bilhões para R$ 17 bilhões, recursos que, conforme a entidade sindical, beneficiam grandes empresários e setores do agronegócio. “Na prática, o governo de Ratinho Júnior tira dos assalariados para doar aos ricos e super ricos”, diz texto divulgado pela APP. De acordo com avaliação do sindicato, o governador, baseado numa projeção equivocada, faz a superestimação da despesa e a subestimação da receita. “Essa maquiagem dos dados serve para que o governador se ampare para recusar a negociar com servidoras e servidores, apesar de ter todas as condições de pagar o reajuste firmado em acordo, debater o saldo retroativo de defasagem salarial e pagar as promoções e progressões”, assegura a entidade.

A APP lamenta que as emendas sugeridas pelo Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) ao projeto foram omitidas no relatório aprovado no dia 30 de junho na Comissão de Orçamento da Alep. “O governo e sua base de apoio na Assembleia ignoram solenemente todos os esforços que fazemos em defesa do serviço público. De outro lado, o PLDO prevê aumentar as isenções fiscais em 5 bilhões de reais. É uma conta que não fecha”, critica a entidade.

A coordenadora do FES, professora Marlei Fernandes, aponta a contradição do governo em reclamar de falta de recursos e ao mesmo tempo ampliar as isenções para os grandes empresários, agindo de forma contrária à maioria dos estados brasileiros, que estão fazendo severas revisões nas isenções fiscais.


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