Professor estaria imunizado para aula presencial só em agosto

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O cenário fica mais confuso se for levado em conta o abastecimento descontínuo das vacinas contra a Covid-19 para os municípios, entre eles o de Maringá, que se vê num quadro desafiador após ser obrigado por ordem judicial a imunizar os professores e funcionários da educação básica pública e particular da cidade, sem deixar de lado a aplicação da primeira dose nos idosos. Caso a Prefeitura consiga um lote “extra” para cumprir a liminar do juiz, na melhor das hipóteses os professores e funcionários estariam aptos a pisar em sala de aula no final de julho ou começo de agosto, após cumprir o intervalo de 21 a 28 dias entre as doses para o caso da vacina CoronaVac. Na previsão menos otimista, a Prefeitura estima as condições ideais para a retomada das aulas presenciais somente em setembro, ou seja, a três meses do final do ano. Enquanto o governo anuncia a retomada do modelo híbrido nas escolas da rede estadual para segunda-feira (10), as condições seguras para o reinício das atividades presenciais estão distantes, a começar pelo hiato entre a vacinação na faixa atual de 60 a 64 anos e a imunização dos trabalhadores da educação básica, um intervalo que demanda cerca de 3,5 milhões de doses contra a Covid-19. Esta quantidade envolve o volume necessário para aplicar as duas doses nas 1.798.324 pessoas do grupo prioritário antes dos servidores da educação básica. Ao mesmo tempo, o cenário adequado para o reinício das atividades presenciais no ensino superior público é tão desanimador quanto. Nos cálculos do governo paranaense existem 1.967.381 pessoas a serem vacinadas entre o 12º grupo prioritário, atual, e o 19º, onde estão os professores da educação superior. A relação do Plano Estadual de Vacinação do Grupo Prioritário vai até o 28º grupo, que engloba os trabalhadores industriais.


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