Presa responsável por clínica onde morreu idoso

Compartilhe;

Foi presa na tarde desta quarta-feira em Maringá, a pedido do Ministério Público Estadual, Sandra Raquel Kaminski, responsável pela Clínica Renascer, em decorrência da morte de um homem de 91 anos que vivia no local. Trata-se de um estabelecimento particular reconhecido como Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), situado na Zona 5. O MP apura notícias de maus-tratos e agressões físicas que teriam levado o idoso a cair, fraturado um fêmur e falecido na semana passada. O caso é conduzido pela 14ª Promotoria de Justiça da comarca, que também obteve uma ordem de busca e apreensão na ILPI e na residência da mulher. Além da prisão e dos mandados de busca e apreensão, a promotoria ingressou com ação civil pública para que a instituição seja interditada liminarmente e depois fechada em definitivo. Requer ainda que a dona do lugar e sua filha, sócias na empresa, sejam proibidas de voltar a comandar atividade ligada ao cuidado de pessoas idosas. A Justiça deferiu a liminar e a ILPI foi interditada nesta quarta-feira. O juiz da 2ª Vara Cível deu 48 horas para realocação dos 12 internos, com encaminhamento aos familiares responsáveis, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (limitada a 60 dias). Desde 2018 as autoridades investigam denúncias que vão da falta de licenças e documentação e presença de funcionários não qualificados até problemas de ordens estrutural e sanitária. Conforme o MP, a dona do estabelecimento insinuou preocupação com o cuidado dos internos e aparente disposição de corrigir as ilegalidades. Mas, no hospital para onde o idoso com o fêmur quebrado foi encaminhado, houve a constatação de que ele vinha sendo mantido em condições de higiene precárias. O homem relatou à família ter sofrido violências física e psicológica das duas donas da entidade e de uma funcionária. Disse que tomou socos, foi asfixiado, além de ter tido os cabelos cortados à força. Também há indícios de que ele e outros internos seriam mantidos sedados com medicação. A queda pode ter ocorrido em razão disso, segundo o MP. A responsável pela ILPI foi encaminhada à 9ª Subdivisão Policial de Maringá. O caso tramita sob sigilo para que seja preservada a identidade da vítima e em proteção dos demais idosos abrigados na entidade.


Compartilhe;