Precisamos conhecer os erros passados para não repeti-los no futuro

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No estilo conhecendo os erros do passado para não repeti-los no futuro, o Museu da História da Inquisição, em Belo Horizonte, vai lançar o livro “Bicentenário do Término da Inquisição Luso-Brasileira”. Por videoconferência, o lançamento será no dia 31 de março, às 19h30. Em formato inédito e traduzido para o inglês por Brigite Teichrieb de Castro, de Maringá, o livro relata o início da Inquisição Ibero-Luso Brasileira até o término, em 31 de março de 1821. Brigite tem licenciatura em Letras – Inglês pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ela foi laureada na colação de grau (formatura). O evento marca, portanto, a celebração do bicentenário do término da inquisição sob o prisma da tolerância e alteridade, que alicerçam a dignidade humana e a liberdade de crença. O escopo do Museu é revisitar os fatos históricos, num ambiente iluminado pelo respeito aos direitos humanos, a fim de evitar que os erros passados não venham a se repetir no futuro.

Transmissão da solenidade pelo Youtube ou pelo Instagram. Outros detalhes sobre a publicação e o evento no site www.museudainquisiicao.org.br ou telefone (31) 2512-5194. O e-mail para dúvidas é [email protected]. O livro estará disponível em breve no site do museu www.museudainquisicao.org.br/acessorios/ 

Tribunal do Santo Ofício

Também conhecida como Tribunal do Santo Ofício, a inquisição foi um movimento político-religioso que ocorreu entre os séculos 12 ao 18 na Europa e nas Américas. O objetivo era buscar o arrependimento daqueles considerados hereges pela Igreja e condenar as teorias contrárias aos dogmas do cristianismo.

Sendo o Brasil uma colônia lusitana, era inevitável que a inquisição portuguesa estabelecesse seus vínculos também em terras coloniais, segundo o site “Brasil-Escola”. A primeira visitação do Tribunal do Santo Ofício ao Brasil foi no ano de 1591, quando os membros da inquisição estiveram em Pernambuco e Bahia a fim de verificar as suspeitas de atividades heréticas nessas regiões. As suspeitas de heresias investigadas pela Inquisição estavam associadas, em sua imensa maioria, à figura dos cristãos-novos, judeus convertidos ao cristianismo, que vieram de países como Holanda e França atraídos pela economia açucareira.


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