Porque são ruins grandes fusões como a eventual venda do Cidade Canção

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A notícia de que a rede de supermercados Cidade Canção está à venda tem um sentido peculiar: por ora, percebíamos a tendência de grandes corporações comprarem especialmente empresas locais nas áreas de educação e saúde privadas. Foi assim com o então Hospital Santa Rita (Bom Samaritano), Hospital Paraná (Dasa), Laboratório São Camilo (Dasa), Laboratório Santo Antônio (Sabin) e Unicesumar (Uniasselvi), para ficar em alguns negócios. Agora, é o setor alimentício que parece estar na mira destas empresas formadas em geral com aporte do capital estrangeiro, sobretudo os fundos de investimentos. Quanto ao Cidade Canção, conforme repercutiu o jornalista Angelo Rigon, a partir de uma nota do colunista carioca Giba Um, quem busca um comprador para a Companhia Sulamericana de Distribuição (CSD), dona da rede de supermercados, é a gestora Noon, criada a partir da cisão da britânica Actis. A CSD surgiu a partir da fusão do Cidade Canção com o São Francisco, em 2010, em Maringá, quando a Actis adquiriu 33% das ações da companhia. Terceiro maior grupo do Paraná e a 17ª rede supermercadista no ranking da Abras, a CSD possui cerca de 60 supermercados e fatura R$ 3 bilhões ao ano. E a consequência desta concentração de alguns setores econômicos nas mãos de poucos grupos poderosos? Penso que é ruim, porque podem afetar a livre concorrência com o bloqueio à entrada de novos competidores e prejudicar o consumidor em razão de possíveis cobranças de preços abusivos.


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