Oportunismo barato

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Impressionante a capacidade dos políticos brasileiros em se colocarem na disputa à presidência da Repúbica apenas por uma conveniência de plantão. Em comum entre eles, o fato de terem participado de um trabalho de relevância, como foi a CPI da Covid-19, mas sem reunir o conhecimento amplo sobre os problemas e soluções para retirar o Brasi desta crise avassaladora, especialmente nas áreas econômica e social. Primeiro foram os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB). Vieira era suplente na Comissão. Simone participava, no sistema de rodízio entre as mulheres, como perguntadora, sem direito a apresentar requerimento e nem votar. Ou seja, ela não era integrante efetiva da CPI. A participação dela e de outras colegas do Senado foi possível após um acordo para corrigir o machismo imperdoável da Casa, que definiu os nomes da Comissão e não incluiu sequer uma representante da bancada feminina. Agora, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) se mostra animada diante da possibilidade de seu partido e o PSDB formar uma federação partidária e ela ser escolhida a vice de João Dória. Olhem a coerência! Qual o sentido de Eliziane (foto), que foi tão combativa ao negacionismo na CPI, se unir a um político que, na última campanha, ganhou o apelido de Bolsodória, de tão ardoroso fã do então candidato do PSL, hoje presidente do Brasil? Nenhum sentido, nenhum. Para finalizar, Alessandro Vieira diz que aceita retirar o nome dele como pré-candidato em nome da tal federação.


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