O toco de Bolsonaro no PP

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Por Diego Escosteguy, do site “oBastidor”

Há outros fatores, mas o toco de Jair Bolsonaro no PP deve-se, sobretudo, à suspeita de que o partido pode trai-lo e apoiar Lula em 2022. As principais lideranças do PP, como o presidente lembrou a pessoas próximas, prosperaram nos governos petistas. O presidente e o senador Flávio Bolsonaro, principal articulador da família, optaram pela aparente segurança do Patriota. Acreditam que dominarão o pequeno partido – algo que não conseguiram no PSL. Vão para 2022 embarcados nele. Do lado do PP, apesar dos esforços de Ciro Nogueira, prevaleceu a posição de Arthur Lira. O presidente da Câmara e seus aliados querem esperar para ver qual candidato terá mais chances em 2022. Do lado do presidente, houve exigências propositadamente impossíveis. Permitiriam controle sobre parte da máquina do partido. A filiação de Bolsonaro ao PP consagraria uma relação que cresce em meio à queda de popularidade do presidente. Mas amarraria dois lados que estão juntos por conveniência momentânea. Um precisa do outro. Por ora. Aliados de Lula trabalham para dividir o PP por meio de articulações junto aos congressistas mais saudosos da ótima relação construída nos tempos de mensalão e petrolão. Também açulam a desconfiança natural de Bolsonaro acerca da lealdade do PP.


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