O direitista respeitado e admirado

Compartilhe;

O ex-vice-presidente da República Marco Maciel (foto), falecido hoje, aos 80 anos, esteve em Maringá no começo da década de 1990 quando era senador, cargo que também ocupou por três mandatos pelo Estado de Pernambuco. Maciel convivia com a doença de Alzheimer desde 2014 e contraiu a Covid-19 em março deste ano. Ele estava internado por causa de uma infecção bacteriana. Como legislador foi deputado e senador. Teve experiência no Executivo como governador de Pernambuco. Foi vice-presidente da República na chapa coom Fernando Henrique Cardoso de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003. Era ainda membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ligado à ditadura militar acabou sendo peça importante na articulação para a redemocratização. Ex-líder estudantll, perdeu em 1961 a disputa para José Serra para a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE). Maciel, também advogado e professor de Direito Constitucional, era uma unanimidade no quesito retidão e lealdade tanto pelos políticos de direita quanto de esquerda. Ficou conhecido ainda pela capacidade de articulação e o tom moderador. Talvez uma das melhores definições dele tenha sido hoje a do governador de PE, Paulo Câmara (PSB). “Com a morte de Marco Maciel, o Brasil perde um político que sempre esteve aberto ao diálogo e ao entendimento. Ao longo de sua trajetória como deputado, governador, senador, ministro e vice-presidente da República, Marco Maciel defendeu suas posições com ética e elevado espírito público”, escreveu. Outra descrição foi a do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Hoje é um dia muito triste para a política e para os brasileiros. Perdemos um dos homens públicos mais honrados de sua geração. Marco Maciel foi um homem sério, digno e coerente, que nunca mudou suas convicções e posições durante toda sua carreira.”


Compartilhe;