O cerco está se fechando

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O cerco parece apertar a cada hora na história da compra superfaturada da vacina indiana Covaxin, pois circula a informação nesta quarta de que o chefe do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, foi demitido após denunciar o esquema de corrupção no processo de compra do imunizante. A demissão foi comunicada pelo irmão dele, também Luís, que é deputado federal. O jornalista Ricardo Noblat relata hoje que o presidente Jair Bolsonaro teria gritado “Filhas da Puta!” ao saber que a CPI da Covid pretende convocar o funcionário e o irmão deputado federal Luís Miranda (DEM/DF). O médico Paulo Lotufo, professor da USP, postou nas redes sociais que os pontos vão se juntando. “Atrasar as demais vacinas era vital para garantir a entrada da Covaxin”, diz. Agora, segundo Lotufo, entende-se como o anúncio da vacina na Índia foi seguido da determinação de compra pelas clínicas privadas brasileiras em horas. Para fechar o dia (ao menos a manhã), veio à tona a notícia de que um dia após o Congresso aprovar Medida Provisória modificada por uma emenda do deputado federal Ricardo Barros (PP), o Ministério da Saúde acionou a Precisa Medicamentos para encomendar a compra de 50 milhões de doses. A Precisa é a empresa intermediária do imunizante indiano no Brasil. Barros (foto) é o líder do governo na Câmara Federal. A CPI tem toda a documentação. Noblat aposta que o depoimento dos irmãos Miranda vai bater recorde de audiência.


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