No bastidor, a corrida para mitigar a passagem de Bolsonaro por Maringá

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Na tentativa de mitigar eventuais efeitos danosos decorrentes do desrespeito às normas sanitárias com a vinda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Maringá em 1º de outubro, providências estão sendo tomadas, algumas, digamos, muito oportunas. Foi o que fez nesta manhã de quarta-feira a vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT). Ela passou a oficiar autoridades públicas para que se faça cumprir, durante a permanência da comitiva presidencial na cidade, a lei municipal nº 1285/2021, especialmente no que se refere ao artigo 3º. Este artigo trata das infrações administrativas lesivas ao enfrentamento da Covid-19. Por isso, com esta atitude a parlamentar se antecipa no sentido de garantir a fiscalização quanto ao uso de máscaras de proteção e a participação de atividades que gerem aglomeração. Além do prefeito Ulisses Maia (PSD), estão sendo oficiados a Secretaria de Segurança de Maringá, a Guarda Municipal e o Ministério Público. É certo que Bolsonaro despreza tudo isso e já foi multado várias vezes por onde passou. De qualquer maneira, o mandatário estará sujeito a mais uma multa caso insista no descaso às normas legais determinadas. E também estarão sujeitos os que o acompanharão ou irão participar da solenidade. A convite de seu líder na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP), que, depois de ficar na corda bamba, parece reconquistar prestígio junto a Bolsonaro, o presidente vai participar da inauguração das obras de melhoria e expansão do Aeroporto Regional Sílvio Name Junior. Barros é um dos responsáveis pela liberação dos recursos, oriundos do governo federal, cerca de R$ 81 milhões. As obras pemitirão o transporte de carga internacional, agilidade nas manobra de aviões e efetiva segurança aos passageiros. A pista foi ampliada de 2,1 mil metros para 2.380 metros, a maior do Paraná, superando inclusive a do Aeroporto Afonso Pena, na Região Metropolitana de Curitiba.


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