Não pega bem, nunca pegaria

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É no mínimo revoltante ver que o governador Ratinho Junior (PSD) organizou uma comitiva do Paraná para ir a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto que as universidades estaduais paranaenses estão à míngua, numa crise sem precedentes. Só para ficar no segmento da educação superior. O périplo estaria custando cerca de R$ 6 milhões. Ele e a comitiva devem permanecer lá até sábado, 16. Dizem que o governador tenta vender ao fundo árabe Mubadala a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Ferroeste e o Porto de Paranaguá. Fundo este que tem histórico de envolvimento em escândalo mundial de corrupção. A questão que se impõe é: num momento da mais grave recessão econômica e social da história do Brasil, com a fome e a miséria disparando, é oportuno, do ponto de vista ético e moral, que um governante rume para uma cidade no Oriente Médio distante quase 13 mil quilômetros de Curitiba para lá permanecer uma semana?


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