No tumulto do dia, Lira acelera projeto sobre terrorismo

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Enquanto pipocam a cada dia novas denúncias sobre corrupção na compra de vacinas pelo governo Bolsonaro, parlamentares que dão sustentação a ele na Câmara, os do centrão, estão mudando o regramento. Ontem, por exemplo, enquanto o Brasil acompanhava atônito o desenrolar das investigações em torno do caso das vacinas, a Câmara instaurou, por decisão do seu presidente, Arthur Lira (PP-AL), uma comissão especial, já elegendo ontem mesmo o presidente, e acelerou os trabalhos para tentar aprovar um projeto de lei sobre terrorismo que foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro. A matéria tava parada desde 2019 na Casa. Submeter um projeto a uma comissão especial cria uma espécie de rito sumário ao impedir que ele tramite em outras comissões e permitir que ele vá direto para análise do plenário da Câmara. Em síntese, o assunto de que trata o projeto faz parte, segundo análise de ONGs críticas à proposta, de uma “extensa lista de projetos” na Câmara que, se aprovados, irão criminalizar ativistas, organizações e movimentos sociais. As ONGs pediram que Arthur Lira abandonasse a ideia de criar a comissão especial sobre a matéria, mas ele ignorou.


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