Sem reposição há dois anos, motoristas do transporte coletivo iniciam outra greve

Compartilhe;

Foto: Agência da Notícia

Motoristas da TCCC e Cidade Verde fazem, nesta segunda-feira (10), uma greve de 24 horas para pressionar a empresa a negociar o pagamento da reposição salarial dos últimos dois anos. A paralisação atingirá, portanto, o transporte coletivo urbano e o metropolitano. Em abril, eles pararam por quatro dias em protesto pelo atraso no pagamento de salário. Representante da categoria, o Sinttromar alega ter feito tentativas de negociação com a empresa e o poder público, sem sucesso. Conforme a entidade, já é o segundo ano sem a reposição. Por isso, os motoristas estão pedindo 10,94% para cobrir as perdas inflacionárias do período, aceitando inclusive que sejam pagas em duas parcelas. Reivindicam também um montante, a título de participação nos resultados, firmada em acordo coletivo, que, na verdade, é uma situação decorrente de 2016 quando os trabalhadores pediam vale alimentação e a empresa propôs pagar, como PPR, o valor fixo acumulado a cada seis meses. Agora, a TCCC e a Cidade Verde (elas pertencem ao mesmo dono) alegam dificuldades por conta da pandemia da Covid-19 e solicita da Prefeitura de Maringá repasse de subsídio público para reverter a queda da receita. Em nota divulgada na sexta-feira, a empresa disse que recorreria ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região para que o TRT obrigasse o Sinttromar a manter um percentual mínimo de 90% do contingente de motoristas em serviço. O desembargador Célio Horst Waldraff deu liminar à TCCC e à Cidade Verde obrigando o sindicato a manter 70% da frota circulando em alguns horários e 50% em outros. Ainda proíbe a entidade de bloquear entradas ou portarias das empresas, ameaçar, turbar ou usurpar a posse das instalações do empregador, sob pena de ser multada em R$ 100 mil.


Compartilhe;