Jogo contra Ciro Gomes é duro, além de sujo

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O que fizeram com o presidenciável Ciro Gomes (PDT) ontem é de uma sacanagem sem tamanho. Já não é a primeira vez que o ex-ministro é vítima de uma operação da Polícia Federal que depois não dá em nada. E não dá porque tem viés político e as denúncias não se sustentam, são inócuas. Como sempre, Ciro, que é um político honesto e competente, precisa ficar se explicando, tentando amenizar o desgaste. Ciro é, de longe, o que mais critica duramente Jair Bolsonaro, chamando-o, sem meias palavras, de ladrão e genocida. Inclusive, desafia o presidente a processá-lo. O que não ocorreu até agora. Por quê será? O ex-ministro foi colega de Bolsonaro na Câmara Federal e diz, por exemplo, que o então deputado carioca roubava dinheiro da gasolina, tinha seis funcionários fantasmas que assinavam recibo para que o parlamentar colocasse o dinheiro no bolso. Ciro ainda não cansa de repetir que o patrimônio declarado de Bolsonaro é de R$ 15 milhões. Dinheiro que, segundo o ex-ministro, se o ex-deputado guardasse tudo o que ganhou como homem público, somando a correção monetária, não renderia o mesmo valor. “Todo mundo que sabe da vida pública sabe que Bolsonaro não é decente”, afirma. Em tempo: a arena Castelão, em Fortaleza, foi a que menos custou aos cofres públicos à época, mais de 10 anos atrás. Ciro sequer ocupava cargo público. O próprio delator citado na petição judicial que autorizou a busca e apreensão não mencionou o nome do ex-ministro em falcatrua. Então, qual foi a intenção do delegado da PF em pedir esta operação? Uma coisa é fato: nos bastidores até os adversários reconhecem em Ciro Gomes a honestidade como uma das principais virtudes dele. 2022 promete!


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