Hospital universitário obtém licença para fazer o teste RT-PCR da Covid

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Vista aérea do hospital universitário de Maringá. Fotos: ASC da UEM

O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Hospital Universitário de Maringá foi habilitado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) para fazer o teste RT-PCR, que identifica e confirma a infecção pelo novo coronavírus por meio da secreção nasal. Com isso, as amostras coletadas não precisam ser enviadas a Curitiba para a chamada contraprova, o que possibilita o aumento e a rapidez nos diagnósticos.

O HU é o único hospital público da região com esta habilitação. São feitos cerca de 130 por mês para atender a demanda interna. O resultado leva apenas três horas para ficar pronto. Para ser habilitado, o LAC precisou de investimento em equipamentos, infraestrutura e capacitação de funcionários. O aparelho que faz os testes chama-se GeneXpert e foi adquirido por meio de uma emenda parlamentar do deputado estadual Evandro Araújo (PSC).

De acordo com a diretora de Análises Clínicas e Farmácia Hospitalar, Solange Cardoso Martins, agora não será mais preciso fazer toda uma logística para enviar as amostra até Curitiba. Isso gera economia e ajuda a desafogar a demanda tão grande do Lacen, conforme ela. “Deste modo, somos nós mesmos que lançamos os dados oficiais no sistema de saúde do estado”, explica.

aparelho que vai processar os testes

A chefe da Divisão de Análises Clínicas do hospital, que é da Universidade Estadual de Maringá, Silvia de Sousa Dantas Alczuk, conta que foi necessário atender uma séria de exigências e requisitos sanitários para conquistar essa habilitação. Segundo ela, ao todo foram 15 itens solicitados, que vão desde entrega de documentos sobre os equipamentos e dos responsáveis técnicos até a adequação do espaço onde seriam feitos os testes.

O nome RT-PCR vem de uma abreviação do inglês que significa reação em cadeia da polimerase em tempo real. É uma metodologia considerada “padrão ouro” em todo o mundo para detecção do SARS-CoV-2 durante a infecção.

O exame permite que quantidades mínimas de material genético do vírus sejam amplificadas milhões de vezes em poucas horas. A amostra é coletada por meio de swab (um cotonete comprido) inserido na nasofaringe e na orofaringe. Este exame também já permite a análise de amostras de saliva.


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