Frente insiste no teste para enfrentar pandemia e sugere medidas pós-Covid

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Foto: Leopoldo Silva/Agência Brasil

Além das medidas que devem ser tomadas no estágio atual da crise e no pós-doença, o relatório da Frente Parlamentar do Coronavírus no Paraná apresentado ontem mostra os avanços conquistados no enfrentamento do vírus e o diagnóstico da pandemia no Estado.

As sugestões estão baseadas nas reuniões e visitas técnicas feitas pelos parlamentares do colegiado e incluem a ampliação do uso do teste rápido por antígeno, o planejamento e divulgação do cronograma para a aplicação da terceira dose e da primeira dose em crianças e adolescentes e a manutenção da retaguarda de leitos.

Entre as recomendações estão ainda a retomada segura do setor de eventos e dos serviços de saúde (consultas, exames e cirurgias eletivas). “Estima-se que leve de 3 a 4 anos para atender à demanda reprimida por procedimentos eletivos que deixaram de ser feitos na pandemia. Importante organizar e qualificar a fila de espera, colocar recurso extra para realizar mutirões e também fortalecer o uso da telemedicina”, comenta o coordenador da Frente, deputado Michele Caputo.

Os deputados do colegiado defendem também o apoio ao desenvolvimento da vacina da UFPR, a formação de uma rede de monitoramento de novas cepas e de atendimento do pós-covid, o planejamento da Operação Verão e a ampliação dos serviços de saúde mental.

O isolamento e o desemprego, segundo Michele Caputo, fizeram disparar o número de pessoas que necessitam de acompanhamento psicológico. “Por isso, o Estado precisa dar mais atenção a esta outra epidemia, da depressão e demais problemas”, completou o deputado.

A Frente fez 21 audiências públicas de junho de 2020 a agosto de 2021. As reuniões mobilizaram 31 deputados e representantes de vários segmentos da sociedade e de entidades em 42 temas nas áreas de saúde, educação, retomada econômica, agricultura, assistência social, cultura, ciência e tecnologia, entre outras políticas públicas.
Entre as conquistas, o colegiado relaciona a elaboração do Plano Estadual de Vacinação, a antecipação da vacinação dos profissionais da educação e o adiamento da volta às aulas em abril, e a retomada da vacinação para gestantes, após interrupção por parte do Ministério da Saúde.

“Temos ainda a abertura da vacinação por faixa etária, após vacinar os primeiros grupos prioritários, a liberação de recursos do Estado, do Tribunal de Contas e da bancada federal para o desenvolvimento da vacina da UFPR e a organização das filas de primeira e segunda dose dos postos de vacinação em Curitiba”, lembra o coordenador.

Embora destaque o avanço na vacinação, fundamental para reverter o cenário caótico entre o ano de 2020 e o primeiro semestre de 2021, o deputado alerta ainda que o Paraná é o terceiro Estado com maior número de casos no país e o maior na região sul, quarto em número de mortes no país e o maior da região.

No período, o Paraná teve mais de 1,4 milhão de casos e 37 mil mortes por covid. Em relação à vacinação, o Paraná é o sexto estado com o maior percentual na aplicação da primeira dose e ocupa a mesma posição na vacinação com duas doses ou dose única.


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