Falta de estoque regulador só ajuda preço do alimento disparar

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Foto: Gazeta do Povo

Com a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingindo dois dígitos em quatro capitais, a política do laissez-faire (deixe fazer) adotada pela agenda neoliberal do ministro Paulo Guedes vem fazendo cada vez mais estragos, pois a alta dos preços, incluindo a dos alimentos, não cessa e faz pesar no bolso dos brasileiros, especialmente os trabalhadores de menor poder aquisitivo. Curitiba lidera, com alta de 11,43%, seguida por Fortaleza (11,37%), Goiânia (10,67%) e Porto Alegre (10,37%). Em vez de investir em medidas como a recuperação da capacidade instalada ociosa da indústria nacional, o Ministério da Fazenda ainda de quebra manteve o desmonte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), iniciado no governo de Micher Temer. Com a Conab, era possível fazer o estoque regulador e corrigir a distorção que faz o açúcar e o feijão chegarem tão caros à mesa dos cidadãos. Inflação a galope só interessa aos rentistas, especuladores da ciranda financeira, principais beneficiados com a transferência da renda tirada dos trabalhadores.

Os estoques reguladores são grandes quantidades mantidas pelo governo como uma forma de poder atuar no mercado de alimentos, que podem ser acionados quando há uma alta muito grande nos preços praticados pelo mercado, evitando que eles aumentem demais. Assim, quando existe um crescimento na demanda de um produto ou também uma queda na oferta dele, o governo pode vender os alimentos que tem no estoque. A prática também ajuda os produtores porque os estoques públicos compram os excessos não são consumidos, armazenando esta sobra quando a demanda é baixa, impedindo os preços de cair muito. Ou seja, os estoque reguladores ainda permitem que os preços se mantenham bons para os produtores. Quando um produto é bastante exportado sem que haja um estoque estratégico no País, surge o desequilíbrio entre a demanda e a oferta, agravado ainda com o advento da pandemia, pois as pessoas em casa passaram a consumir mais alimentos básicos como o arroz e o feijão.


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