“Epistemologias Afrolatinoamericanas”, um livro de vozes dissidentes para gerar reflexões

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Capa do livro, que será lançado hoje às 19 horas

Chega às mãos dos leitores e leitoras atentos ao momento político atual uma obra referência para entender a história pela ótica das “histórias que a história não conta”. As aspas são do professor doutor Celso Sánchez ao escrever o prefácio do livro “Epistemologias Afrolatinoamericanas”. Sanches é da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Antes, uma pausa: a Epistemologia provém dos termos gregos episteme (conhecimento) e logia (estudo). O livro será lançado neste sábado (10), às 19 horas, de forma remota.

A publicação traz 12 textos escritos por professoras e pesquisadoras brasileiras e estrangeiras, abordando assuntos como o esqueleto no armário do racismo, ativismo de mulheres nas redes sociais, resistências e movimentos sociais, violência contra as mulheres no Brasil, e as epistemologias do sul no ensino de história. Este último é um capítulo de autoria da professora doutora Ana Lúcia da Silva, do Departamento de História da UEM. O título completo é “As epistemologias do Sul no ensino de História: o samba canta o povo e as mulheres negros no Brasil”. A pesquisadora analisou o enredo e o samba-enredo “A verdade vos fará livre”, Mangueira (2020), do carnavalesco Leandro Vieira, expondo como as faces de Jesus da gente representaram grupos oprimidos no Brasil contemporâneo: pobres, periféricos, negros, mulheres, mulheres negras, entre outros.

Lançada pela Editora LiberArs, de São Paulo, a obra, organizada pela professora Amanda Motta Castro, da Uiversidade Federal do Rio Grande (FURG), e pela pedagoga Raylene Moreira, é fruto do 1º Seminário do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Lélia Gonzalez. O evento online ocorreu nos dias 18 e 19 de novembro de 2020, sob o tema “Ações, Resistências e Esperanças”. Reuniu mais de mil pessoas inscritas, sendo professoras e pesquisadoras de universidades brasileiras como a UEM e instituições do Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, além de instituições de Porto Rico, Colômbia e Argentina.


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