É urgente expandir e diversificar testagem, diz presidente da Frente sobre o Coronavírus, Michele Caputo

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Fazer mais e fazer diferente, diz o deputado estadual Michele Caputo (PSDB), na defesa de aumentar a testagem para a Covid-19 na população paranaense. Coordenador da Frente Parlamentar sobre o Coronavírus, ele informou ontem que o colegiado fará reunião nesta quinta-feira para debater a necessidade de massificar os exames por antígenos visando detectar o vírus da covid-19. “Temos o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, e que recebeu da Anvisa o registro para fazer o teste rápido. O teste portátil detecta o antígeno do vírus, por meio da coleta de amostra de secreção respiratória (nasofaringe) e apresenta o resultado em aproximadamente 15 minutos”, assegura. “Nós precisamos fazer mais, fazer diferente, pois fazer mais do mesmo não está dando certo. Nós temos a mais alta taxa de contágio do Brasil, temos mais de mil pessoas em filas para conseguir leitos, taxa de ocupação hospitalar batendo na média em 96%. Problemas de toda ordem, equipes médicas e de enfermagem cansadíssimas e estamos perdendo vidas”, completou o deputado. Michele Caputo defendeu a intervenção no processo de contágio. “O resultado pelo antígeno é uma das formas de trabalhar as pessoas que circulam, a população economicamente ativa, que usa transporte público, que não fica em casa trabalhando de maneira remota”, asseverou. A Frente Parlamentar vai debater ainda o tratamento dos sequelados da covid-19. “Quem consegue sair da UTI vivo, convive meses e talvez a vida inteira com sequelas e muitas delas gravíssimas, de ordem neurológica, cardíaca, hepática, renal, das mais variadas”, diz o parlamentar. O deputado afirmou que já tem gestores trabalhando sobre as sequelas pós-covid porque o problema não é só quando a pessoa está internada no hospital ou unidade de saúde. “Temos que ter programas, ações organizadas, ter a capacidade de monitorar, intervir nos  sequelados da covid. As vezes é uma sequela um pouco mais simples que vai desde a perda do paladar por algum tempo, mas tem casos de extrema gravidade, tem pessoas que vem a óbito 30, 40, 60 dias depois por conta dessas sequelas”. Michele Caputo ainda lamentou que em junho o país pode chegar a 500 mil óbitos. “Lamentamos que o presidente da República que já negou, minimizou, que foi incompetente na aquisição de vacinas, que através dos seus atos, ações e palavras tem rotineiramente servido de mau exemplo para o nosso povo”, afirmou.


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