Promotora denuncia por tortura seguida de morte donas de clínica onde estava Alaor

Compartilhe;

A promotora Michele Nader conduziu a investigação e ofereceu a denúncia. Foto: Ofatomaringá

A Promotoria do Idoso em Maringá denunciou nesta sexta-feira por tortura seguida de morte as responsáveis pela Clínica Renascer, uma casa de repouso particular, pela morte do advogado Alaor Gregória de Oliveira e de outro idoso acolhido na instituição. A denúncia criminal atribui a morte dos dois a maus tratos praticados na clínica. Alaor tinha 77 anos e morreu por conta de um quadro infeccioso supostamente ligado à lesões na pele, enquanto que a outra vítima, de 91 anos, não resistiu à complicações da fratura do fêmur. A promotora Michele Nader descreveu situações de violência física, verbal e psicológica que teriam sido impingidas pelas mulheres aos dois idosos. Como exemplo, as responsáveis pela Renascer teriam dito para o advogado que ele estaria agora “pagando os pecados” por ter “ajudado muitos bandidos a saírem da cadeia”. Água sanitária foi usada nas feridas de pele e socos e empurrões teriam sido desferidos durante o banho da vítima. A denúncia é resultado de investigação conduzida pela promotoria e que levou à interdição da casa, no início de agosto, e à prisão de uma das denunciadas (que segue detida preventivamente). Segundo Nader, as práticas imputadas na denúncia contra as duas mulheres são equiparáveis a crime hediondo. O Ministério Público solicitou também a abertura de novo inquérito em relação a outros possíveis crimes cometidos em face de outras pessoas então acolhidas na instituição de longa permanência para idosos. Na interdição, 12 idosos eram mantidos na entidade. Todos foram encaminhados aos cuidados dos familiares.


Compartilhe;