Deus e o Diabo volta a Cannes 58 anos depois

Compartilhe;

O filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, foi exibido ontem (18) na seção Cannes Classics do 75º Festival, 58 anos depois da estreia no mesmo evento em maio de 1964. A nova versão digital, restaurada em 4K (4.000 pixels de definição da imagem), é a mais próxima possível, no estágio atual da tecnologia, de cópias em película feitas a partir do negativo original 35mm. “A obra-prima imperfeita de Glauber ganha, dessa maneira, nova sobrevida e reitera a importância da preservação adequada do nosso patrimônio audiovisual, em especial neste momento auspicioso em que a Cinemateca Brasileira retoma suas atividades”, descreve a revista Piauí no portal da publicação. Para a revista, este retorno representa uma nova e prodigiosa demonstração de resistência da obra. Drama brasileiro rodado em 1964, na Bahia, o filme, marco do Cinema Novo, foi a escolha do governo brasileiro à época para representar o Brasil no festival, o maior da categoria no mundo, criado em homenagem à cidade turística francesa do mesmo nome. Em Deus e o Diabo na Terra do Sol, Glauber trata de duas formas de contestação social diante do descaso das autoridades, prejudicando as condições materiais de vida dos sertanejos: o messianismo e o cangaço, que representam, respectivamente, o Deus e o Diabo.


Compartilhe;