Deputado gera revolta ao criticar prova e diz que vai cobrar a UEM

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Embora o tema da prova de Redação aplicada domingo no Vestibular da UEM 2020 tenha sido um questionamento do “privilégio branco”, propondo uma discussão sobre o racismo, o deputado estadual Homero Marchese (Pros) pensa diferente. Ele fez crítica numa rede social, causando muita indignação. “A discussão do lugar de privilégio do branco ajuda a combater o racismo ou não?” foi o tema. A Universidade explicou a um jornal que o candidato poderia expor seu posicionamento sobre a questão, seja ele qual fosse, e também trazer outras informações sobre o tema, além das que foram apresentadas nos textos de apoio. Marchese polemizou ao escrever que “… quem pediu desculpas por ser branco vai ganhar nota, viu? É a teoria crítica racial entrando com tudo nas universidades brasileiras”. O comentário está abaixo de uma foto-montagem na qual um professor branco diz: vou corrigir essas provas, hein!”. Perguntado por um apoiador sobre que atitude poderia tomar no caso, o deputado respondeu que vai oficiar a UEM “para que não corrija prova com base em critério político e que isso não se repita mais”. Apesar de também ter recebido apoio, a postagem de Marchese gerou muita revolta. “Alguém tem que avisar ele de que o candidato pode discordar também. A prova de redação não avalia opinião e sim se o candidato sabe argumentar e escrever”, escreveu ao blog um internauta. Outro vê na postagem do deputado a intenção de “desinformar, espalhar ignorância para criar revolta entre os seguidores dele”.


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