Criada data para dar respaldo a quem vive nas ruas da cidade

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Foto: Observatório das Metrópoles de Maringá

Pelo menos 94% dos moradores em situação de rua em Maringá não querem continuar nesta condição, conforme pesquisa junto a esta população que somente na cidade reúne quase 500 pessoas.

Também perguntados sobre o que mais precisam para deixar de morar nas ruas, eles respondem, pela ordem, emprego, restabelecimento dos laços familiares e de uma moradia.

São realidade assim, reunidas pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT), socióloga de formação, que a levou a propor projeto aprovado hoje, em primeira votação, instituindo no município a Semana e o Dia Municipal de Sensibilização e Mobilização pela Atenção e Cuidado à População em Situação de Rua.

Tornando o assunto lei, Ana Lúcia, que coordenou o núcleo local do Observatório das Metrópoles, instalado na UEM, onde se aposentou como professora, entende ser possível desconstruir em Maringá a invisibilidade dessa população por meio de ações para chamar a atenção da comunidade quanto ao respeito à dignidade da pessoa humana.

A vereadora aposta também na possibilidade de a lei estimular a valorização e respeito à vida e à cidadania destes moradores. A data celebrativa sugerida no projeto, que deve ir à segunda votação na sessão ordinária de quinta-feira, é a semana do dia 19 de agosto, quando se marca a passagem do Dia Nacional e o Dia Estadual de Luta da População em Situação de Rua (Lei Estadual nº 18.487/2015).

O projeto aponta como fonte de receita para cobrir as despesas decorrentes da execução desta lei o orçamento municipal, que poderá ser suplementado se necessário.


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