Citado na CPI por encabeçar esquema da Covaxin, Barros está nas manchetes de todo o Brasil

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O poder de Ricardo Barros é tanto que o também deputado federal Luis de Miranda (DEM) revelou, chorando, que seria o líder do governo na Câmara o homem por trás das pressões para a compra da vacina indiana Covaxin, além de que, segundo Miranda, foi Barros o nome mencionado pelo presidente Bolsonaro (sem partido) ao ser avisado sobre o esquema de corrupção. Ou seja, deu a entender que Bolsonaro já imaginava ser “rolo” de seu líder. Demorou cerca de 7 horas para Miranda tomar a coragem. Antes, relutou. E relutou muito, pois, como disse, com a voz embargada, a partir de agora sabe que o governo vai colocar sua carreira política em ruína. Ou seja, para quem conhece um pouco os meandros da política, colocar um parlamentar na geladeira significa, por exemplo, não entregar nenhum projeto para ele relatar.

O deputado federal Ricardo Barros (PP) foi o autor da emenda à Medida Provisória que teria viabilizado a compra da Covaxin, vacina contra a Covid-19. A importação do imunizante, a um valor contratual de cerca de R$ 1,6 bilhões, foi autorizada por Regina Célia Silva Oliveira, indicada para o Ministério da Saúde por Barros quando ele era ministro da pasta, no governo de Michel Temer. Também partiu do líder do governo a recomendação para que Roberto Ferreira Dias ocupasse a diretoria de Logística do MS. Roberto teria sido um dos superiores de Luis Ricardo Miranda (servidor de carreira e chefe de Importação do Departamento de Logística do Ministério) que pressionou pela liberação de US$ 45 milhões à offshore Madison Biotech, do grupo da Precisa, empresa com a qual se negociava a compra das vacinas. Irmãos, o servidor Luis Ricardo e o deputado Luis Miranda depuseram nesta sexta-feira à CPI da Covid no Senado, sendo os responsáveis por comunicar ao presidente a suspeita de corrupção. Pouco antes de ter o nome citado na CPI, Barros, usando uma rede social, negou qualquer participação no caso.


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