Cadê a escolta?

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Imagem do circuito do hospital mostra um dos homens (eram três) na ação de ontem

O que causa espanto no assassinato de um jovem dentro da UTI de um hospital em Sarandi ontem, além da violência em si, é o fato de que a vítima não estava sob escolta policial. E por quê escolta? Porque o rapaz morto, Diego Valentim (Pestinha), embora com apenas 25 anos, parecia ser um velho conhecido da polícia na cidade. Estava internado após ser baleado dias antes pelos mesmos algozes que teriam voltado para concluir “o serviço”. Não é difícil imaginar a cena apavorante para outros pacientes da UTI, já fragilizados física e mentalmente pela condição de estarem ali, perceberem um sujeito entrando no ambiente, de pistola em punho, e descarregar a arma com ao menos 20 tiros. Isso, depois de render o agente de segurança do hospital na recepção, forçando em seguida uma funcionária, sob a mira da arma, a usar a digital para liberar a porta da UTI. Outros detalhes envolvem a história: no mesmo hospital, o Metropolitano, a esposa do jovem morto tinha dado à luz um bebê. Teve alta no domingo e foi para casa. Era o primeiro filho do casal. Diego ainda teria visto o filho por foto ou vídeo. As investigações sobre o assassinato apontam a disputa pelo controle do tráfico de drogas em Sarandi.


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