Barros faltará a evento com ministro em Foz para entregar vacinas que ele mesmo conquistou

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O blog “Plural Curitiba” noticiou que o líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PP), não vai hoje à cerimônia em Foz do Iguaçu na qual o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, entregará 45 mil doses extras da vacina contra a Covid a quatro municípios da fronteira. O curioso é que foi o próprio deputado quem se empenhou para que a demanda fosse atendida. Ontem, em suas redes sociais Barros recordou que em 25 de maio solicitou ao MS medicamentos de intubação, testes e vacinas extras para atender Foz do Iguaçu. Tal demanda, que o deputado diz ter procurado atender imediatamente, apresentada pelo prefeito Chico Brasileiro e outros líderes da cidade, era porque Foz enfrenta situação crítica em relação à pandemia.  

Por João Frey

“A ausência acontece em um momento em que Barros é alvo de denúncias de desvio de recursos destinados à compra de vacinasO ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estará em Foz do Iguaçu nesta terça-feira (20). Ele vem para a cerimônia de entrega de 45 mil doses extras de vacina para quatro municípios da fronteira: Foz do Iguaçu, Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste. O reforço da vacinação em áreas de fronteira é uma das estratégias de controle da circulação da variante delta no Paraná. É uma pauta positiva para os palácios do Planalto e do Iguaçu e, certamente, muitos deputados estarão no evento, mas Ricardo Barros (PP), líder de Bolsonaro na Câmara, não vai comparecer.

A ausência de Barros chama a atenção não apenas pelo fato de ele ser o líder do governo, mas também por ele ser um dos autores do pedido de reforço na vacinação na região da fronteira. O deputado não vai ao evento porque tem reuniões com lideranças políticas na Região Metropolitana de Curitiba e no litoral do Paraná.

“Fico satisfeito que o ministro Marcelo Queiroga venha a Foz do Iguaçu para atender essa importante demanda de vacinas extras para a região. Fiz essa solicitação ao Ministério em maio. Como faço todos os anos, utilizo parte do recesso parlamentar para visitar as lideranças e as cidades que compõe a minha base eleitoral. As viagens iniciaram nesta segunda-feira e não posso alterar a agenda”, disse Barros ao Plural.

A ausência acontece em um momento em que o líder do governo Bolsonaro é alvo de denúncias de interferências na compra de vacinas para a cobrança de propina. O parlamentar nega todas as acusações feitas contra ele”.


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