Até ameaça estaria ocorrendo em nome da meta em aula presencial

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cópias do ofício circular destinado aos núcleos regionais de Educação

O Sindicato dos Professores do Magistério do Paraná acusa o governo estadual de ameaçar os pais caso se neguem a enviar os filhos e filhas às escolas para freqüentar o ensino presencial. Segundo comunicado da APP Sindicato, a Secretaria de Estado da Educação e Esportes (Seed) publicou ontem ofício circular exigindo dos Núcleos Regionais de Educação ações e cobrança de pais e mães pelo retorno presencial dos estudantes da rede pública.

A entidade sindical critica que esta orientação não leva em consideração a falta de funcionários, a ausência de estrutura e condições de biossegurança das escolas e pretende pôr em risco a vida de profissionais da educação, alunos e consequentemente familiares.

No ofício circular, a Seed estaria justificando a medida como cumprimento de uma lei que estabelece os serviços educacionais como atividades essenciais no Paraná. O documento aponta ainda que havendo capacidade física para o recebimento de mais estudantes, a gestão das escolas deverá ampliar o chamamento a todos.

A entidade recorre ao Índice de Segurança no Retorno às Aulas Presenciais, desenvolvido pela Rede de Pesquisa Solidária e publicado no site da APP-Sindicato. Os cientistas avaliam neste indicador que os protocolos de segurança na volta às aulas, de maneira geral, falharam em contemplar medidas em todas as oito frentes analisadas: Transporte, Distanciamento Físico, Higiene, Ensino Remoto, Máscaras, Ventilação, Imunização e Testagem.

“Esses protocolos deveriam ser capazes de garantir o direito à educação sem descuidar da prevenção do coronavírus, mas priorizam medidas secundárias e descuidam das fundamentais”, diz parte do texto publicado pela assessoria de imprensa.

Caso pais, mães ou responsáveis optem por não autorizar o retorno presencial do ou da estudante, a Seed, segundo a APP, obriga a entrega de uma justificativa por escrito à equipe gestora da escola. A secretaria determina ainda que se a carta não foi entregue, a direção deverá encaminhar a ocorrência para a Rede de Proteção local.

Para o presidente do sindicato, professor Hermes Leão, o ofício da Seed é mais uma atitude autoritária e que coloca em risco a saúde de estudantes e familiares para que metas desejadas pela secretaria sejam atingidas.


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