Amanhã tem protesto contra a reforma que abre brecha para acobertar falcatruas

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Representantes de sindicatos, estudantes, partidos políticos, coletivos, movimentos, associações e pessoas independentes se reúnem amanhã, quarta-feira (18), em Maringá para um ato público principalmente contra a Reforma Administrativa (PEC 32). A mobilização faz parte do Dia Nacional de Luta em protesto pela PEC 32, mas que também pede a saída do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, o fim das privatizações, a queda da inflação, a retomada do auxílio emergencial de R$ 600,00, mais vacinas contra a Covid-19 e geração de empregos. Convocado pela Articulação Poder para o Povo – Maringá e Região, o ato público começa à 16h30 ao lado do terminal de transporte urbano, no centro. Para os trabalhadores, a Reforma Administrativa é prejudicial à classe trabalhadora porque, entre outros pontos, põe fim à estabilidade após três anos de serviço efetivo na esfera pública, além de criar etapas mais exigentes de promoções na carreira. O governo federal alega ser necessário corrigir distorções salariais entre o funcionalismo público e o da iniciativa privada, mas os sindicados vêem brechas para maior a intervenção política dos governos a fim de fragilizar a manifestação de servidores, incluindo professores e outras categorias. Trabalhador sem estabilidade é abertura inconteste para que políticos ajam cada vez mais para pôr apaniguados nas empesas públicas, de foma a acobertar eventuais falcatruas. Sem um servidor efetivo, dificilmente haveria um Luiz Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde, para denunciar supostos casos de corrupção. Ele impediu o fechamento de contrato, com parte do pagamento adiantado, para a compra da vacina indiana Covaxin, contra a Covid. Se de fato quisesse fazer uma reforma séria, o governo, além de ouvir os setores e especialistas no assunto, agiria para acabar com os privilégios em algumas carreiras públicas onde estão os supersalários, como a dos juízes e a do Ministério Público. Sem contar, a carreira militar. Veja que os militares, magistrados e parlamentares, justamente onde estão os salários mais altos, não foram inclusos e não sofrerão nenhuma alteração, a não ser que o Congresso os inclua no texto durante a tramitação ou outras propostas de lei específicas para eles sejam feitas em paralelo. O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), promete que até o fim deste ano a PEC 32 seja aprovada, já considerada a segunda rodada de análise e votação, porque tem que passar no Senado depois de aprovado na Câmara. 


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