Alguns remédios já são a esperança de tratar a Covid no estágio inicial

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O programa “Fantástico” noticiou, ontem, como notícia animadora no tratamento inicial da Covid-19, vários medicamentos em estudos no Brasil e no mundo, a começar pela aplicação de uma combinação de anticorpos monoclonais, produzidos em laboratório, aprovada na última terça-feira pela Anvisa. O laboratório norte-americano Regeneron, em parceria com o suíço Roche, utilizou a combinação de dois anticorpos batizada de Regen-Cov 2. A substância pode até ser introduzida superficialmente com injeção subcitânea, fora dos hospitais. Ela é capaz de diminuir em 81% o risco de se agravarem os sintomas da doença. A agência brasileira alerta, porém, que o medicamento não é para os casos mais graves, pois pode piorar o quadro clínico de pacientes que precisam de muito oxigênio ou intubação. O Ministério da Saúde vai fazer estudos, orçamentários inclusive, para decidir se o Regen-Cov 2 entra no protocolo de atendimento do SUS. Ainda não há prazo de quando o remédio chega ao Brasil. A fase agora seria de desenvolver remédios que impeçam a replicação do novo coronavírus na célula, incluindo os anticorpos monoclonais produzidos artificialmente. No hospital da USP em Ribeirão Preto, segundo o Fantástico, está em estudo o Eculizumabe, medicamento que inibe uma parte do sistema imunológico para evitar a hiperinflamação. Os exames de sangue posteriores à contaminação têm mostrado que em cinco a seis dias caem os marcadores de inflamação, impedido a morte do paciente. Em outro estudo na linha de reforço ao sistema imunológico do paciente, o Instituto Butantan promete iniciar a fase final de testes de um soro barato e rápido de produzir. A diferença para os monoclonais é que em vez de anticorpos produzidos em laboratório o soro é baseado em anticorpos induzidos naturalmente no sangue de cavalos, a partir do coronavírus inativado. O soro seria capaz de neutralizar as variantes do vírus também. Uma outra frente de combate envolve pesquisas com os antivirais, como o Remdesivir, que se infiltra na cadeia do RNA, uma das estruturas das células, e interrompe o processo de replicação. Está aprovado em mais de 50 países. Nos Estados Unidos e na Índia faz parte do protocolo de tratamento da Covid-19. Participante da pesquisa norte-americana para comprovar a eficácia do medicamento, o médico André Kalill, que mora nos EUA, disse que o paciente sai do hospital de cinco a sete dias mais cedo, reduzindo em 44% a chance de intubação. O Remdesivir foi aprovado pela Anvisa no mês passado, mas ainda não está disponível no Brasil. O Ministério da Saúde, segundo a reportagem de Ernesto Paglia, ainda avalia a compra do medicamento.   


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