Agora é certo: Barros presta depoimento à CPI na 5ª feira

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Nonato Viegas (blog: oBastidor)

A CPI da Pandemia vai ouvir na quinta-feira 12 de agosto o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. Ele foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro como quem poderia ter cometido “potenciais ilícitos no contexto de negociação e compra da Covaxin”, conforme relata o requerimento de convocação.

O presidente não negou a afirmação levada aos senadores pelo deputado Luís Miranda. Barros foi citado no encontro realizado em 20 de março no Palácio da Alvorada, onde o parlamentar esteve para alertar sobre indícios de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.

Amanhã, terça-feira 10 de agosto, os senadores vão ouvir o tenente-coronel da reserva do Exército Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil. Ele foi apontado pelo reverendo Amilton Gomes de Paula como quem possibilitou o contato entre a Davati Medical Supply e o Ministério da Saúde.

Num dos encontros supostamente organizados pelo coronel, foi discutida a compra de 400 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca. O cabo da PM mineira Luiz Paulo Dominghetti, trabalhando para a Davati, disse que houve pedido de propina nessa negociação.

Na quarta-feira 11 de agosto os senadores da CPI voltam ao tema do tratamento precoce e a investigação de quem ganhou dinheiro com a propaganda de remédios imprestáveis para tratar doentes com Covid-19. O plano dos senadores é ouvir Jaílton Batista, presidente da farmacêutica Vitamedic. A empresa fabrica um kit-Covid que não tem eficácia contra a doença.


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