Aeronáutica prepara compra de 9,5 ton de peixes nobres, incluindo camarão a 117,68 o kg

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A aquisição ainda não foi feita, está em pleno processo. O comando da Aeronáutica prepara, para atender ao Grupo de Apoio do Distrito Federal, uma licitação de quase 560 toneladas de carnes, sendo 487.200 quilos do tipo vermelha e 70.500 do tipo branca (peixes), alguns nobres. Para ficar apenas nos peixes mais caros, a compra perfaz nove toneladas e meia. São dois mil kg de bacalhau sem vísceras e mil de lombo de bacalhau ((R$ 104,27 o quilo); 3.200 quilos de badejo (59,90); mil de salmão (53,42); e 2.300 de frutos do mar, incluindo dois mil kg de camarão rosa, cujo preço varia de R$ 61,10 a R$ 117,68 o quilo, dependendo do tamanho e da apresentação. A compra ainda prevê a aquisição de 6 mil kg de dourada, 24 mil de filé de Merluza, seis mil de filé de pescada amarela e três mil de filé de pescada branca, quatro mil de pintado (posta), três mil de robalo (posta), sete mil de tambaqui e quatro mil de piramutaba (posta). Estes têm valores mais modestos, embora nem tão baratos. Variam de R$ 24,43 a R$ 61,36 o quilo. O pregão eletrônico prevê também muita lingüiça toscana e paio; salsicha; frios; orelha, pé, lombo, bacon, toucinho, bisteca e costela de porco; tender defumado; miúdos e vários cortes de frango, além de 42 mil ovos. As propostas serão abertas em 30 de abril, às 9 horas. Claro que o edital não fala, mas é de se presumir que os peixes, na maioria, sejam para alimentar os oficiais, restando aos praças as demais carnes, digamos, menos nobres. Talvez nada disso merecesse questionamentos se a economia não tivesse afundando sem controle, parte em decorrência da pandemia, e o presidente não tivesse acabado de cortar 30 bilhões no orçamento de 2021. Em tempo: a Aeronáutica responde ao Ministério da Defesa, cujo titular é o ministro Walter Braga Neto.


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