A saga da professora Romilda

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Morou em Maringá e deu aulas no Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP) da UEM a professora Romilda Araújo, personagem de uma reportagem da RPC ontem em Curitiba. Na segunda-feira, antes que mobilizasse a imprensa, ela conseguiu que fizessem vídeos e fotos (postados nas redes sociais) que mostrassem a dificuldade de uma cadeirante com as novas plataformas instaladas nas Estações Tubos, em obra de revitalização na avenida República Argentina. Romilda voltava do trabalho, por volta das 22 horas, depois de lecionar nos colégios Pedro Macedo e Yvone Pimentel. “As novas plataformas não têm força suficiente para erguer um cadeirante, estão desreguladas. Já acionei o 156 e arrumam num lugar e o problema ressurge em outro. Até quando isso continuará? Até que haja um acidente? E depois, qual será a alegação para sustentar o ocorrido?”, desabafou ela. As gravações aconteceram no Tubo Morretes, onde o problema, segundo a professora, está ocorrendo desde a semana passada. “Se as plataformas são problemáticas e exigem constante manutenção, por quê não foram priorizadas as rampas de acesso aos Tubos, tal qual a Estação Tubo do Hospital do Trabalhador? Quem lucra com isso? Cadê a fiscalização?”, postou Romilda. Ela já havia comunicado a RPC ao denunciar o mesmo problema no Tubo Silva Jardim. Como bem definiu a professora, essa é apenas umas das inúmeras dificuldades de uma trabalhadora cadeirante que precisa do transporte público, como milhares de outros trabalhadores, mas que vê o outro acessar o Tubo e tomar o ônibus enquanto ela precisa dar a volta e rodar algumas quadras com calçadas quebradas, sacos de lixos, rebaixamentos inadequados para, só então, entrar no ônibus e voltar para casa. Resumo da ópera: faltam sensibilidade social e competência dos gestores públicos para ajustar os elevadores que não funcionam.


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