A liderança que ninguém quer

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Foto: Folhapress

Por Diego Escosteguy (blog “obastidor”)

Ricardo Barros pode estar queimado na praça, mas Jair Bolsonaro ainda não tem uma opção melhor para a liderança do governo na Câmara. Líderes partidários consultados pelo Planalto declinaram sondagens para indicar possíveis substitutos a Barros.

Ao menos dois expoentes do centrão deram toco no governo. Não por lealdade a Barros. Apenas acham um mau negócio assumir o cargo nas circunstâncias atuais. Além de um governo em permanente crise, com articulação desordenada, o substituto teria que lidar com o presidente da Câmara, Arthur Lira.

Lira tenta centralizar cada vez mais a relação entre Planalto e Câmara, o que incomoda outros chefes do centrão. Ele e Barros se toleram, apesar dos atritos constantes.

Barros joga com o tempo. Quanto mais dias sem cair, maior a chance de sobreviver à crise. Ele sabe que ficará no cargo somente se o Planalto não precisar entregar sua cabeça. Esse desfecho depende dos próximos passos da CPI da Pandemia.


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