13 de maio, uma data para lembrar guerreiros como Jairo de Carvalho

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Jairo (camisa rosa) está ao lado de Luciano Costa, que segura o livro, perto dos outros autores

Estamos celebrando, neste 13 de maio, 133 anos de promulgação da Lei Áurea, que dava a abolição da escravatura para todas as pessoas em situação de escravidão jurídica que existia no Brasil desde o século 16. Princesa Isabel, que assinou a lei, em 1888, ocupava então a Regência do Império do Brasil porque seu pai, o impedor Dom Pedro 2º, estava em tratamento de saúde na Europa. O fato representou a vitória do movimento abolicionista e do parlamento brasileiro, pois esta lei serviu para libertar 700 mil escravos que ainda existiam no Brasil em 1888 e proibir a escravidão no país. Mas, a abolição não resolveu outras questões essenciais sobre a inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira. A desigualdade continua e neste contexto urge lembrar a importância de pessoas como o ex-professor Jairo de Carvalho, de Maringá, que morreu em abril. Ele foi um dos autores, por exemplo, do livro “História e Cultura Afro-Brasileira: subsídios para a prática da educação sobre relações étnico-raciais”, organizado pelo professor Luciano Gonsalves Costa, do Departamento de Física da UEM. Foi a 1ª obra institucional lançada pela Eduem, em 2010, a abordar a temática educacional do negro brasileiro. A obra inédita, que nasceu no contexto da aprovação das cotas sociais, em 2007/2008, há 13 anos, tem a chancela do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros (Neiab), também da Universidade.


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